quinta-feira, novembro 20, 2008

Ricardo Castro: uma ilha no governo da Bahia...

No man is an island entire of itself; every man is a piece of the continent, a part of the main. If a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if promontory were, as well as if a manor of thy friend's or of thine own were. Any man's death diminishes me,
because I am involved in mankind; and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee.

John Donne

O pianista Ricardo Castro é uma ilha no atual governo. Principalmente no que tange à cultura. Em entrevista recente à revista dominical Muito, no jornal A Tarde, Ricardo Castro expôs idéias – algumas que eu já conhecia – que reafirmaram o que eu já pensava; ele é uma nota dissonante na atual gestão – ou falta de gestão – das artes na Bahia.

Sem precisar ir pra nenhum congresso nem simpósio na FACOM-UFBA pra discutir o que é cultura, nem tampouco sem fixar a nota única que os gestores da cultura arranjaram pra dizer que fazem algo, que é descentralizar e interiorizar a cultura, Ricardo expõe idéias, utopias, conceitos, é objetivo e claro.

Se espremermos das pessoas que estão ferindo, digo, gerindo nossa arte, ouviremos questões vagas, idéias difusas, enfim, uma falta de direcionamento, de uma efetiva política cultural que contemple nossa riqueza, nossos profissionais, um pensamento que aponte para um futuro melhor, mais digno e sofisticado.

Ricardo Castro quer ter uma orquestra completa, que possa tocar Mahler. Sim, Mahler, ele não falou Maracatu. E qual o problema? Ele acha uma vergonha não termos uma orquestra completa. Ele quer contratar mais músicos, ao contrário do desmanche que tentam fazer em outras áreas, pois na atual gestão um artista ganhar dinheiro é privilégio. E mais, acha um absurdo não termos um teatro – ele até já deu o nome; João Gilberto – onde a orquestra possa tocar em dias nobres. O congestionamento do Teatro Castro Alves, pra ele, é um despautério. Ele quer que a Orquestra Sinfônica da Bahia cresça, se aprimore, tenha um programa mais efetivo, um teatro próprio (enquanto os gestores deixam os poucos que temos às moscas, basta ver o Solar Boa Vista, o Espaço Xisto, etc.).

Seu projeto Neojibá pretende profissionalizar meninos de todas as cores, cidades, crenças e castas sociais, para serem futuros excelentes músicos que possam enriquecer nossa orquestra e fazer parte do corpo estável de qualquer boa orquestra do Brasil e do mundo. As fronteiras já estão se abrindo, e bons músicos estão surgindo. Não é projeto social de inclusão pra formar um bando de desafinados, é um projeto de profissionalização. Coisa que a música erudita traz em sua organização, sua estrutura, sua formação, diferente de áreas como o teatro onde tudo pode, tudo serve e ficamos soltos num amálgama difuso de valores e princípios.

Quando Ricardo Castro fala em fundar uma escola de música, de nível internacional, na Chapada Diamantina, por exemplo, ele não enfeita seu discurso com uma comiseração e culpa, mas sim com objetividade e clareza. É um processo de abrir portas através de uma estrutura sólida, competente, baseada em técnica, estudo, eficiência. Não é dar esmola ao interior, mas ampliar o raio de ação da cultura, da arte, que pode e deve ser universal e atingir todos os cantos; mas sem perder de foco a excelência.

Ricardo Castro tem, em seu discurso, uma evidente política pública para a música clássica, de concerto, erudita, como queiram. Critica as estruturas, pensa grande, tem sonhos, quer uma profissionalização. Sua objetividade contrasta com a falta de idéias, conceitos e políticas que possam delinear algo de interessante para as artes. Passaram-se dois anos e ainda discutimos, nos reunimos, e o governo vem com a desculpa de que “nos últimos 16 anos”, blábláblá, ainda. Botem nos últimos 18, agora. E daqui a dois anos, nos últimos 20. O tempo passa e não vejo políticas públicas, não vejo um visionário que pense grande, pra frente, objetivamente e com idéias arrojadas para tirar as artes baianas do fosso que eles mesmos estão ajudando a cavar, cada vez com mais evidência.

Ricardo Castro é uma ilha. E eu já sei por quem dobram os sinos.


GVT.

53 comentários:

Anônimo disse...

No meio dessa zorra toda, temos um cara que enxerga de verdade!
VIVA RICARDO CASTRO!!!!
Dá até pra sonhar em dias melhores!
Carlos Betão

Diogo Watanabe disse...

Com certeza!! Concordo!
Vivemos num Apartheid Cultural!!!
A gestão atual quer manter a cultura no cabresto! Onde está a liberdade de expressão?!?

http://pensarrelva.blogspot.com/ disse...

Gil,

Sou do interior e nem por isso acho que devo me utlizar disso para ganhar edital. Acredito na boa intenção até do Secretário de Cultura...até porque ele enquanto artista sempre soube correr atrás de seus direitos. Prefiro me colocar como uam pessoa que acredita que discussão não é briga. Se abro um debate via e-mail, no meu blog, aqui no seu espaço é justamente para refletirmos sobre algo que não atimge só a mim. Justamente esta é é a diferença que nos distingue dos animais: a comunicação. Só quem não reclama é quem é favorecido vez por outra. Eu nunca fui. E mesmo se um dia for, qualquer coisa que não ache correta, ética, etc, eu irei me pronunciar doa a quem doer. Assim, durmo toda noite com minha cabecinha tranquila.

Não tenho nada contra ninguém pessoalmente ou profissionalmente. Precisamos aprender separar amizade de profissão, acabar com certos protecionismos que só atravancam e a política do toma lá dá cá se eterniza. Mas não é porque alguém administra um teatro que pode selecionar, por exemplo, projetos de montagem. Ou ainda, pessoas até tituladas academicamente, mas que não estão atualizados sobre a realidade baiana no que se refere a uma produção teatral (produção, captação, etc). Tese, dissertação é uma coisa...projeto artístico é outra. Outro ponto importante, o representante da instituição pública responsável pelo edital precisa ser neutro e ético e exigir que a banca também seja, participar da seleção dos projetos orientando a comissão nos aspectos referentes as exigências do edital para que os mesmos sejam cumpridos, por exemplo, se está no edital que o proponente precisa ter 3 anos residindo na Bahia, isso precisa ser cumprido e não pode ser ignorado ou fazer de conta que nada acontece...seja quem for. Se um proponente se inscreve na categoria de 60 mil ele está concorrendo e pode ser pleiteado no de 60 mil e não no de 100 mil, por exemplo.
Fora isso, seria de grande utilidade que fosse resolvido realmente ter um edital para capital e outro para o interior porque cota para o interior significa para mim a mesma coisa de cota para negros. Inclusão cultural ou social não é dessa forma que se faz.
Pergunta: O que foi que aconteceu que tiraram a exigência da porcentagem de DRT permanente e provisório? Em um edital único para capital e interior, pessoas experientes e pessoas começando a ter experiência, etc, é até desleal.
A nova gestão na área de cultura está fazendo 02 anos, compreendo as tentativas de melhorar a nossa caótica administração e política cultural em um estado de tamanha diversidade, mas precisamos continuar tentando e rever pontos que não estão sendo eficazes. Não se pode estagnar e cruzar os braços achando que está tudo correndo a mil maravilhas porque não está.
O edital do TCA ano passado teve pouquissímos projetos inscritos, este ano só teve 07 projetos, será que isso já não é um indicativo para alguma mudança?
Só sei que tenho tentado entender todas as propostas que a mim chegam e tento de maneira esperançosa acreditar em alguma mudança. Pode ser ingenuidade...pode ser. Mas tudo cansa. Minha impressão atualmente é que precisam rever as diretrizes porque está ficando confuso.
Desculpem, tinha prometido para MIM MESMO não me colocar mais através de e-mails ou similares sobre isso, mas infelizmente é o único meio que tenho no momento. Não sei fazer cara de paisagem. Tenho até diploma de atriz, mas não faço da minha vida um palco.

Cris Barreto
Atriz (aposentada SEM tempo de serviço), arte-educadora e diretora teatral

OBS. Tenho um blog: http://pensarrelva.blogspot.com/

Halbermensch disse...

Estou arrumando as trouxas para ir embora, pra fugir dessa seca.

Anônimo disse...

Porra será que esses caras não estão enxergando isso? Ou estão todos surdos, cegos?

Luanda

João disse...

Gil, vivemos um momento muito estranho na gestão cultural e se não abrirmos os olhos me pergunto quem de nós restará pra fechar os portões quanto o último de nós sair? E me pergunto também se a fuga é mesmo a melhor das saídas...

Vida Oliveira disse...

Concordo por infinitos motivos, entre eles, primeiramente, um bem pessoal, que cito, como exemplo:

Vejamos: eu sou baiana e gaúcha ao mesmo tempo, metade da família de um estado, outra metade, do outro. tenho uma cultura misturada e, me pergunto, todos os dias: Terei eu que criar uma cultura popular, baiana, regional, pra ganhar um edital?(Tudo bem que já ganhei um, mas isso não invalida o comentário, todos nós que já ganhamos um sabemos bem em que termos temos que colcoar a nossa obra para que ela venha a "valer" um edital)
Mas, bem, isso não seria vender a minha obra em função da única forma de consegui fazê-la chegar ao público? Porque é quase como se houvesse uma regra de que bom é um tal de regionalismo quase falsificado que apenas nega tudo o que de fato tem qualidade, que tem texto, ou algo do tipo. Essas coisas que agora se quer vender em enlatados, chamados de demonstrações de cultura.

Por tantos outros motivos, penso que algo realmente tá errado. Não sou contra a existência de uma "cultura popular" mas acho que isso não significa rejeitar tudo o que é bom, que tem qualidade. Pelo menos foi isso que os meus pais sempre me ensinaram(Sim, foi com eles que aprendi a ler bons livros e ouvir boas músicas, o que inclui as eruditas).

E, bem, dei todos esses depoimentos pessoais para dizer, em muitas palavras, que faço minhas, as suas Palavras, Gil Vicente!

Manuela Furtado disse...

Olá, Gil...olá Jussi!

Quero fazer uma proposta....voltar a ser assessora do Teatro Nu...vcs me pagam o quanto quiserem...até um centavo eu aceito...então, o que me dizem?


Manu

Manuela Furtado disse...

Dia de festa: nossa musa mor está esperenado o seu mais sonhado presente !!!!!!!

Parabéns Marcelo e Jussi

Beijos

Manu

Anônimo disse...

Ué! a discussão não é exatamente essa, senhorita Manuela! Pelo amor de Deus não vamos desviar o trem. Será que desviar é uma falha natural dos baianos? Acorda comadre!

José freitas

Ricardo Neto disse...

Cara,
Minha impressão é exatamente outra, estou sem tempo para poder participar de tantos fóruns de construção conjunta de política (antes só o governo federal oferecia isto), tantas oportunidades através de edital (sim, edital, aquilo que briguei por tantos anos para ter, para evitar que só os amigos do rei tivessem oportunidades) e a programação também está que não consigo acompanhar. Reflita ai: vc preferia como estava em 2006?...

Ricardo Neto disse...

Cabe também registrar que Ricardo Castro declara aos quatro ventos que só voltou para a Bahia porque a Secretaria topou as propostas dele. Também já vi declarações de que um dos motivos que Márcio Meirelles aceitou ser secretário foi para permitir a vinda do Neojibá. Sendo assim, não tem como este projeto não ser exemplar desta gestão. Se é bom...

Gil Vicente Tavares disse...

Caro Ricardo,

São legítimas, suas observações. Estamos tendo oportunidade de discutir, o que antes não fazíamos; reflexo da atual gestão do Ministério da Cultura. Mas estamos há dois anos fazendo fóruns. Todo mundo que entra diz que quer discutir com a classe. Vamos pra encontros onde o gestor não propõe nada de um lado e os artistas reclamam de questões particulares, do outro. O edital para montagem de espetáculos triplicou de valor, e pergunte aos profissionais baianos com mais de 10 anos (pra poder eu ficar de fora) se eles estão satisfeitos? Edital não é política pública. Saímos de um governo de direita centralizador pra um de esquerda neoliberal? Se a sociedade civil tivesse competência pra se auto-gerir, não precisaríamos do estado; conhece o pensamento anarquista? Conhece "A desobediência civil", de Thoreau?
Essa programação que você não consegue acompanhar está acontecendo aonde? E com que qualidade? Aonde estão os artistas que eram - e ainda são - referência pra mim? Não sou um iconoclasta raso que vê no fracasso dos meus antecessores a minha possibilidade de ascensão. Sem referências, fico perdido.
Também, como eu disse na postagem, não quero olhar pra trás. É muito fácil se defender falando de gestões antigas. Se pensarmos que há seculos disputávamos mulheres com tacapes, vamos dizer que a situação feminina na sociedade atual é ótima? E compará-la com a Idade da Pedra?
Voltando ao edital, até mesmo eu - que não agrado comissões com meu trabalho - ganhei um edital. Fiquei um mês em cartaz, com verba pública, pra atingir um público ridículo - mesmo com divulgação, apresentando na Sala do Coro, etc. O teatro profissional está afundando e basta ver a fuga de atores e a desilusão de tantos outros.
Temos que dar oportunidade pro novo? Obvio. Mas desmontar o profissional é dar um tiro no próprio pé, pois como diz uma pessoa conhecida minha, que não sei se quer ser citada, quando os amadores se profissionalizarem, encontrarão um deserto artístico para seus trabalhos.
Se você ler com atenção minha postagem, perceberá, também, que quando falo que Ricardo Castro é uma ilha, estou justamente elogiando essa ilha dentro do governo. Agora, lhe pergunto: quais gestores estão tendo idéias propositivas, renovadoras, inteligentes e visionárias sobre as artes? A Fundação Cultural virou uma fundação que administra verbas pra editais, de lá não sai uma idéia eficiente sobre políticas públicas. Reclamavam tanto dos "eventos" do governo passado, como "Teatro baiano emoção ao vivo", "Julho em Salvador", "Ateliê dos coreógrafos" (ruim com eles... e sem eles?), e criam um edital, "Quintas do teatro", onde o espetáculo se vira com 5mil reais pra ficar um dia em cartaz num teatro de 200 lugares. Isso é política pública? Largar na mão do artista uma verba para ele circular pelo interior é política pública? Todos nós temos experiência do quão improdutivas são as maiorias das viagens que fazemos porque não conseguimos contatos, os órgãos públicos dão as costas, temos que gerir essa verba toda, soltos, pelo interior, quando o estado poderia se espelhar em projetos como o "Palco giratório", o "Projeto Pixinguinha" pra articular de forma mais objetiva e organizada uma circulação de espetáculos pelo interior que fosse eficiente e contemplasse a sociedade que merece ter acesso a bens culturais. É fácil jogar dinheiro na nossa mão e dizer; se vire. Pra mim, isso não é política pública, repito.
Enfim, eu gosto de discutir idéias, não atacar pessoas, instituições, etc. Então, é melhor parar por aqui, senão a lista se alonga e o meu comentário, também. É saudável ouvir o outro lado, também, é a sua forma de ver as coisas, e respeito-a. Mas me impressiona o fato de ver todos os profissionais de dança e teatro que mais respeito em Salvador totalmente insatisfeitos, desiludidos ou revoltados. Contra esse fato, não há argumento.

um abraço e sempre que puder, continue participando das discussões, esse espaço é justamente pra trocar idéias, opiniões...

Anônimo disse...

Sr Ricardo Neto, o sr. é absurdamente partidário, ou seja sendo assim é impossível qualquer minuto de conversa. Me parece que o senhor não é artista e se for é alguma coisa igual a ingênuo ou seja, é quase impossível conversar com o senhor, um apaixonado petista, um tiete de marcio Meirelles. Vá refletir e ser cidadão!

Antonio Paiva

Anônimo disse...

Concordo! O Sr. não deve ser um artista de fato e se for é no máximo um pirata de mares rasos!

Luiz Caludio.
itabuna - Ba

Anônimo disse...

Seu Ricardo, o senhor é vacilão!

Jr.

Anônimo disse...

Ricardo Neto, quem é o Sr? Se for um artista é um alienado. Me desculpa, mas um grande alienado!!!@

Anônimo disse...

E se a discussão ficasse nas idéias? Ataques pessoais raramente demonstram competência para dialogar, em blogs inclusive.

Anônimo disse...

Ricardo Neto deve ser encarregado de defesa, profissão em voga nos blogs que não rezam a cartilha deles. Embora se deva ponderar, ponderar, ponderar há um visível declínio na criação. Não deve ser em nenhuma hipótese a intenção da Secretaria mas a pouca formação e experiência aliada a arrogância é uma catástrofe. Há pouca gente que aceite críticas, mas o serviço público deve se ajustar à comunidade à qual atende. É um sintoma nefasto quando muitos torcem para que eles percam, e eles não estão atentos a isso! Não compreendem que somos seus aliados naturais na construção de algo que possa ser chamado de cultura na Bahia. Ao invés de brigar ou cinicamente ter "respondedores de serviço" vamos tentar dialogar de nava maneira. Se pudermos!

Anônimo disse...

Fico mesmo muito cansado de ouvir esse discurso pautado nas impossibilidades pessoais de cada um.
Ora, sejamos no mínimo sensatos, quando se viu nesse estado a possibilidade de democratizar as artes, quando o dinheiro tentou se estendido para os artista do interio que certamente penam mais que nós, quando QUE CORRUPÇÕES cotidianas foram refutadas por uma gestão política da SECULT (A exemplo do XVII), Quando tivemos espaço para minimamente discutir as artes na Bahia, quando que os editais foram amplamente socializados e verba dividida por bons projetos...
Olha, francamente, ao invés de estarmos potencializando as novas possibilidades de crescimento cultural de nosso estado, propiciada pela atual gestão, estamos ocupando nosso tempo em discutir nossas incompetências.
Sei que sua fala e desse blog a poucos interessa, apesar da constante insistência, de ambos se se fazerem presente.
Vá trabalhar, escrever melhor, pesquisar, dignificar seu fazer, lutar e ampliar o debate sobre uma lei que realmente possa democratizar a cultura na Bahia.
Vamos nos pautar em exemplos bem sucedidos como a realização do FILTE E do FIAC, que só foi possível graças ao apoio do Governo do Estado

Ficar pautando a vida em fracassos, impossibilidades e atirando pedras no espelho alheio, definitivamente não é a melhor forma de ser participativo e coletivizar a arte na Bahia.

Gil Vicente Tavares disse...

Caro anônimo,

Eu não vou me pautar em exemplos bem-sucedidos (e foram) como o FILTE e o FIAC, pois foram iniciativas do OCO Teatro e de Nehle Franke, respectivamente. Como já havia dito, dar dinheiro pra eventos - independente de seus valores - não é uma política pública. Isso, outros governos já fizeram.
Quanto a ser participativo, fui a todos os encontros propiciados pelo Governo e tudo que digo aqui já foi dito pessoalmente a Ney Wendell, Márcio Meirelles e tantos outros, meus amigos pessoais, em fóruns ou encontros casuais. Por isso mesmo não pauto meu discurso em ofensas pessoais; todos eles sabem o que eu penso sobre políticas públicas.
Tenho estudado pra escrever melhor e pensar melhor, mas peço desculpas pelas minhas limitações. E penso que um espaço como esse possibilite uma ampliação do debate, seja entre anônimos, pessoas que não conheço ou entre amigos.

cordialmente,

GVT.

Marcus disse...

É divino estudar música clássica no interior. Tem que se tocar com o máximo de detalhes e sutilezas. Acredito porém que o desenvolvimento cultural deve partir de quem está disposto a fazer arte e manifestar-se artisticamente. De que maneira isso pode ser alcançado? Com a democratização, através de editais. Este governo, e eu não tenho nenhum cargo lá, democratizou a cultura na Bahia, ou está tentando. Só que agora as verbas não são distribuídas sem critérios. Quais critérios devem ser implementados? Essa é outra questão.
Engraçado é que eu não vejo ninguém falando da prefeitura de Salvador. Não temos sequer uma secretaria de cultura. Entregue as moscas está é a cultura de Salvador. A FGM é uma piada. O Ponto de Cultura aprovado desde 2006, com recurso federal, somente agora parece que se mobiliza.
Direcionem as críticas para quem deveria fazer e não faz. Por favor.
Abraços cordiais a meus colegas de profissão.

Marcus Villa Góis

Anônimo disse...

Sr. Marcus, este governo é uma mentira,sobre tudo no que se refere a cultura. O Sr. deve estar muito feliz ou se contenta com pouco mesmo, se contenta com a qualidade duvidosa e chinfrim dos espetáculos (estou falando espetáculos de teatro) que estão nos nossos palcos. A sua maioria é muito ruim.Vá até o interior e pergunte se os artistas de lá estão feliz.No interior está um verdadeiro marasmo, só se preocupam com eventos folclóricos, é muito pouco ou quase nada.Meu amigo, não seja advogado do diabo. O Sr, por acaso, é artista? Se for é um péssimo exemplo! A sua paixão partidária não deixa o Sr. enxergar. Tenho dito!

Antonio Paiva

Anônimo disse...

Senhores,

Sempre existirão alguns satisfeitos com migalhas recebidas. Não resta dúvidas que esta gestão procura de alguma forma ser mais democrática, mas falta ainda muita ética e competência administrativa. Ampliar a quantidade de editais e não colocar pessoas capazes para administrá-los nada adianta. Se os editais possuem regulamentos e nem os próprios são respeitados já é um indicativo de que algo precisa ser revisto, ou não?
É óbvio que existe uma tentativa, mas não sei se mudanças reais e produtivas serão benéficas para a classe artística de maneira geral a longo prazo.
Vejam: Por exemplo, a questão da contrapartida atualmente exigida nos inúmeros editais lançados na nova gestão. Não tenho nada contra fazer um trabalho social voluntário e ajudar de alguma forma comunidades carentes com inclusão cultural. Mas, será que os blocos de carnaval e bandas do axé music que utilizam a cada ano mais e mais o espaço público da nossa cidade oferecem alguma contrpartida? E os camarotes? Será que Bell do Chiclete daria 1 voltinha no Campo Grande sem cordas para o povão como contrapartida? Será? Agora eu que me inscrevo em edital público para montar um espetáculo no valor de 60 mil tenho que me desdobrar para elaborar projeto competitivo e criativo, captar recurso, dirigir, fazer 1 curta temporada, dar oficina como contrapartida e ser disponível para qualquer coisa para que com isso meu projeto seja viável e mesmo assim não passo. Olha, sinceramente, não tenho visto nenhuma luz no fim do túnel. O que tenho visto é a política do toma lá dá cá retornando aos poucos.
Espero que os 2 anos que restam, novos ventos tragam para nossa Bahia mais clareza e direcionamento no que diz respeito a política cultural.

Cristiane Barreto

Anônimo disse...

"nota única"; "Se espremermos das pessoas que estão ferindo, digo, gerindo nossa arte, ouviremos questões vagas, idéias difusas, enfim, uma falta de direcionamento".

É... realmente somos quem somos e somos representados pelo que somos. Fico triste e deprimido vendo que estamos pautados por esses tipos de discussão. Esse tipo de ataque.
Isso contrói alguma coisa? Não estou aqui para defender a Secult. Não acredito que isso nos leve a algum lugar. Mas repudio a crítica pela crítica. Como assim "nota única"? Isso não é verdade! Tantos editais para tantas linguagens diferentes... tantas áreas antendidas e apoiadas... Audiovisual, cultura digital, intercâmbios, grupos residentes...tantas coisas que daria uma sinfonia.
O que me dá medo é perceber que o problema não está na Secult. A cultura só é importante para uma população que a demanda e a produz. O problema é que se acabar o TEATRO na Bahia, ninguém vai sentir falta... ISSO nós deveríamos estar discutindo aqui... "palcos vazios" é culpa de quem GVT? De MM? Sério? Vc acredita nisso?
Deveríamos lutar por mais recurso para cultura pois com o que tem não é possível ter a solicitada "estrutura" e nem o devido apoio a quem precisa de apoio. Deveríamos lutar por uma inclusão cultural e das artes nas escolas... De tentar mudar a nossa relação com a cultura por "dentro"... e não "de fora pra dentro". Isso não é possível. Ficaremos eternamente nessa discussão "de nota única"...
Quem sabe... lá na frente... nossos netos não se refiram ao nosso tempo como sendo a época da "escravidão" do discurso difuso...

Anônimo disse...

Ai ai ai...seu discurso senhor(a) anônimo (a) seria para mim mais interessante se pudesse assiná-lo. Gostaria de compreender melhor suas palavras através de seus atos...sejam eles artísticos ou não artísticos.
Mas, de qualquer forma, para demonstrar que sou adepta a democratização e a uma boa e saudável discussão, gostaria de saber do senhor(a), que está tão satisfeito(a) com tudo e todos, qual seria sua proposta de mudar a cultura por "dentro" e não por "fora"? O que a SECULT tenta é por "fora" ou por "dentro"? Palcos vazios não é culpa de MM...com certeza não. O que aqui está sendo abordado são outras questões. Colocar espetáculo no palco é uma coisa, mantê-lo no palco é outra coisa. Colocar qualidade no palco é uma coisa...colocar armengagem no palco e achar uma genialidade é outra coisa.
Olha, vamos pensar de maneira mais concreta e palpável: Este ano a FUNCEB lançou alguns cursos gratuitos de elaboração de projetos culturais. O senhor (a) sabe quem resolveu participar do referido curso para ver se compreendia melhor o que deveria fazer para ser contemplada no edital de montagem? Euzinha aqui. Resolvi participar no Espaço Xisto. Fui e vi a falta de competência de instrutores da FACOM de produção cultural...pode acreditar: eu como minhas experiências mal- sucedidas (só consigo ficar suplente) tenho mais conhecimento do que tais isntrutores formados ou ainda estudando na FACOM. Sair de lá sem acreditar na total falta de preparo e competência. Este mesmo projeto aconteceu outras vezes tanto na capital e se não me engano no interior também. A idéia é boa, mas não existem pessoas preparadas e com competência para fazer este tipo de formação, pelo menos no tal curso que participei não havia. O senhor(a) compreende qual é a questão? Não adianta democratizar, pulverizar, ampliar a quantidade de editais, sei mais lá o que e achar que isso vai resolver tudo porque não vai.

Cristiane Barreto

Gil Vicente Tavares disse...

Marcos,

Não sou onipresente pra saber a quantas anda o interior todo, mas insisto que edital não é política pública, é apenas uma ferramenta. Por que não fortalecer os centros de cultura, transformá-los em centros de referência? Num local de oficinas permanentes de capacitação e reciclagem? Dar poder de fogo para que esses centros de cultura possam elaborar projetos de circulação entre eles e entre eles e a capital? Articular demandas distintas dentro de um universo tão diferenciado como é nosso interior! Quanto à nossa prefeitura, é um mal que vem há anos. Escreva sobre isso! Aqui, no blog, escrevemos sobre o que queremos. Se acontecer de escrever algo, tudo bem, mas não passe a demanda pra gente.

Anônimo (o mesmo, ou outro?),

O MM a que você se refere é Márcio Meirelles? Quem botou culpa nele? Ele, quando estava à frente do Vila Velha, tinha uma imensa preocupação com formação de platéia. Ele, antes de tudo, é um artista. E está secretário. E, como ele mesmo disse, caso ele saia pode continuar tudo do mesmo jeito, pois ele faz parte de um governo. Não quero botar culpa em ninguém e concordo quando você fala do esvaziamento do teatro. Mas chegamos a ter casas cheias com bons espetáculos e grandes atores. Eu vi isso, vi uma profissionalização que engatinhava mas apontava pra algo interessante. E que, nos últimos anos, se desarticulou, já nas gestões passadas. Mas não adianta chutar cachorro morto, o que importa é pensarmos como esse teatro profissional, que acenou para algo interessante, foi desandando. Sinto falta de ver uma maior circulação dos nomes que foram minha referência pelos palcos baianos.
Essa história da inclusão de teatro nas escolas foi muito discutida nas Câmaras Setoriais do Minc, projeto abortado, infelizmente, e que o atual ministro diz que vai resgatar. Nesses encontros, onde Márcio Meirelles era voz ativa e virou nosso representante, muita coisa foi posta em discussão.
Não há crítica pela crítica. Há uma insatisfação por não ver políticas públicas eficientes para as demandas específicas. Acredito na boa vontade dos gestores, e, inclusive, converso com eles tudo que escrevo aqui, antes mesmo de postar no blog alguma coisa. Eles sabem minhas críticas, e temos conversas sadias. Não tenho culpa se os ânimos se exaltam, aqui, nos comentários, mas não estou aqui pra briga, e sim, pra diálogo.
Continuarei ativo porque acredito que da crítica possam sair idéias, novos conteúdos, novos pensamentos. Sem culpados e sem redentores. Apenas deixando aberta a possibilidade de rever uma ação mais efetiva nas áreas que claudicam e sofrem com a falta de idéias arrojadas, eficientes e que dêem um novo gás nas artes cênicas do estado.
Fico até meio ressabiado quando vejo se repetir aqui o tom dos encontros e fóruns, onde ao invés de se discutir idéias se discutem problemas pessoais e partidarismos.
É isso.

sem mais...

Anônimo disse...

Palavras são palavras...
Não precisamos conhecer o autor para conseguir ler um bom livro.
Quer dizer que a falta de bons profissionais para dar cursos de projetos é tb culpa da Secult? Ta vendo... ao invés de valorizarmos a iniciativa de oferecer o curso e combater a má formação dos instrutures, jogamos tudo na mesma vala. O que vc não percebe é que com essa postura vc se joga junto.
Não acho que está tudo ótimo. Muito pelo contrário...basta ver o que eu critico no final do meu comentário. Fico indignado quando percebo que a nossa cidade não se apropria dos espaços e produções culturais que tem. Me preocupa as crianças só preocupadas com violência e vestibular... Fico triste que vejo o um mundo de caminhos e que estamos sem gasolina (vulgo recursos)... fico feliz com o Neojibá... Enfim...
Não quero me apresentar. Mas sou da área... Ahhh e não sou da Secult...Pode ficar tranquila...
Ahhh... e não estamos brigando, ok?!

Vida Oliveira disse...

Sobre a contrapartida

Se nós, ao ganharmos um edital, não precisassemos dar uma oficina qualquer, sobre qualquer coisa, que nem necessariamente temos preparo para fazer, e que boa parte dos frequentadores são os proprios artistas que vemos todos os dias, os centros de cultura tivessem oficinas permanentes, preocupadas com a formação de platéia e com a formação pessoal destes individuos(que não são de teatro), é possivel que parassemos de fazer teatro praticamente para o proprio meio, alguns amigos e familiares. É possível que, a longo prazo, surgisse um público que vai ao teatro, que lê sobre teatro e que é capaz de se posicionar criticamente.
Além do mais, tem gente, como os dos blocos de carnaval, com muito mais dinheiro, tempo e disponibilidade pra fazer contrapartida, não é?

Anônimo disse...

Não estou falando da SECULT...o senhor(a) que está insistindo em falar dela. Não sou partidária. Falo apenas do que acho que não está bom. Como disse antes, precisamos separar as coisas. Falaria de qualquer um se assim fosse necessário. No meu último post falei da FUNCEB...que é um órgão vinculado a SECULT e que adiministra a maioria das ações culturais de nosso estado.
Olha, quem não tem o que temer...geralmente se apresenta. Mas posso compreender sua postura. Vivemos ainda temerosos de retaliações, não é mesmo? Mesmo com tantos fóruns, debates, democratização,etc, ainda temos algum tipo de censura, não é? Fica preocupado(a) não. O que é do homem o bicho não come, compreende? Se é da área como fala e é bom no que faz...seus comentários só serão proveitosos e sua produção artística estará inabalada. A omissão do seu nome pode te proteger de algum tipo de retaliação em editais ou outros benefícios, mas e a omissão de sua consciência te garante o quê?
Não estou brigando..até porque acredito que discussão não é briga. Se falo da falta de competência dos instrutores do curso de elaboração de projeto cultural da FUNCEB é para o senhor(a) perceber qual a questão que está sendo abordada aqui. Não adianta fazer REDA, editais,etc, etc, se não existe seriedade e competência para adminsitrá-loS.
Cristiane Barreto

Anônimo disse...

Gil,
Participando de uma discussão/estudo com o Prof. Gey Espinheira esta semana, escutei dele que o Governo não faz "políticas públicas" - executa-as. Quem faz política pública é a sociedade civil. O Governo, toma para si aquilo que a pressão da sociedade civil, bem articulada e forte, exige.
Acho que isso merece uma nossa reflexão...
bjs
Fernanda Tourinho

Anônimo disse...

Quando se souber quem decidiu bobardear de mensagens até tirar do ar o texto "Balneário" no blog da Aninha na A Tarde vai se saber quem ,além de Marcos Goes, defende aqui essa política "como um todo". Me poupem!
Anônimo Sr.

Marcus disse...

Desculpe, eu não entendi essa do Anônimo Sr., não que eu dê crédito as palavras de um fantasma que não sabe copiar e colar meu nome com "u" e "i". Na verdade eu nem li esse texto de Aninha....

Meus amigos Gil e Cris, primeira vez que eu entro e vi que o negócio aqui é quente!! Gostei muito das poucas palavras da Fernanda Tourinho, ainda que não esteja relacionando o nome à pessoa. Se o Filte e o FIAC foram bem sucedidos era pq os projetos eram bons e bem planejados com uma produção competente. Você sabe que alguns editais nacionais chegam a sobrar vagas que são remanejadas para outros estados? Aconteceu com o circo aqui no Nordeste. Muitas vezes os projetos aprovados são ruins pq tem a verba e tem de aprovar, e por isso dá-se a impressão que o dinheiro é jogado na mão dos produtores sem a ajuda do governo. Mas ele dá o dinheiro, é muito melhor assim do que o governo comprar as passagens, por exemplo. O paternalismo não deve ser estimulado. O que precisamos são de bons produtores, e eu já venho sinalizando isso há algum tempo.
Quanto eu defender essa política... acho que ao menos temos uma, coisa que não havíamos antes de Wagner. Nunca conheci nenhum político que me ajudasse em nada, e ainda não conheço, mas agora posso apresentar minhas propostas, o que eu não podia fazer antes.
Teatros vazios? Isso não é de agora.... essa é uma discussão muito mais profunda.
Soube por um amigo que o edital de montagem da FUNCEB foi ganho por alguém que não poderia ganhar. Cabe aos suplentes reclamarem se informar dos vencedores e contestar. Como eu nem me inscrevi nem entro nessa discussão.
Mas e a PMS? Onde está nossa lei municipal? E a nossa Secretaria de Cultura Municipal? O que precisamos fazer pra sensibilizar nosso João? Cadê a verba dos pontos de cultura que já foram aprovados desde 2006?

abraços cordiais, parabéns Gil e Jussi,
Marcus

Anônimo disse...

Olha...para ficar mais claro a questão que aqui está sendo abordada este ano sutgiram alguns REDAS (concursos com tempo determinado) na área cultural para vários orgãos ligados ao SECULT : FUNCEB, DIMAS, TCA, etc. Eu fiz 2 deles...o primeiro com menos vagas e o segundo após inúmeras mudanças no regulamento do edital e de data de provas aconteceu...com mais vagas...mesmo assim não passei...algumas pessoas conhecidas minhas passaram...algumas foram convocadas ao trabalho e após algum tempo os que não foram convocados mas que estavam classificados souberam através do Diário Oficial que o REDA foi cancelado ou anulado. Resultado: Os que passaram dentro dos imúmeros cargos oferecidos tanto para capital e interior e não foram convocados ficaram a ver navios afundados na falta de organização e administração pública dos REDAS oferecidos. No segundo edital foram mais de 150 vagas...o que aconteceu? Desapareceram as vagas? Muita gente entrou com recurso contra a empresa que foi contratada para organizar e administrar os REDAS a FAPES que elaborou mal as provas, principalmente as específicas da área cultural.
Estou falando tudo isso, dando exemplos concretos para que fique claro a todos que minha postura sempre foi de credibilidade nas propostas que surgiram com a nova gestão cultural. Agora. o que percebo é que necessitamos não apenas de iniciativas, tentativas e boas idéias. Precisamos de pessoas competentes para administrá-las. Quem são estas pessoas? Não me perguntem porque isso não sei como responder. Este é o meu maior receio. Acredito que a cada novo governo seja ele qual for...sempre será isso. Uns acertos, tentativas e outros equívocos. De 2005 para cá, tentei compreender o que acontecia já muito tempo atrás...participei de fóruns, debates, câmaras setoriais, reuniões do SATED, etc. O que pude concluir? Quando estamos sem trabalho culpamos tudo e todos...agora quando estamos com trabalho...seja ele qual for...nossas vidas melhoram como um passe de mágica e desparecemos todos. Inclusive eu que não sou nenhuma "Poliana". Cris Barreto

Anônimo disse...

Concordo com o post de Fernanda, mas o problema que a nossa "sociedade civil" só se preocupa em fazer pressão quando o calo aperta no seu sapato como disse no post anterior. Concordo que a Prefeitura Municipal também precisa ser pressionada. Mas quem vai pressionar? Como?
Quanto ao quesito "produto, produtor e produção", para mim é muito mais delicada do que parece. Produtor todo dia aparece um se dizendo ser...agora, basta a primeira reunião acontecer....para eles saberem das necessidades do projeto.... que eles caem fora. Primeiro que muitos não sabem elaborar projeto, não sabem elaborar orçamento, não querem ler nem o edital e por fim não querem fazer nada se não tivermos já com a verba certa na mão. Rarissímas exceções, mas no geral é isso. Existe um curso de produção cultural na FACOM e uma empresa Jr. de produção lá. Ano passado, a "Poliana" aqui entrou em contato com esta empresa Jr. para juntos elaborarmos projeto para concorrer em editais...o projeto foi elaborado...por insistência minha...que tive que tomar a frente de tudo para que o projeto saisse a contento e concorresse dignamente. Ficamos suplentes na FUNCEB e FUNARTE. Mas, a falta de preparo da empresa Jr. era visível. Tudo bem que eram estudantes, mas eu fui estudante também e sempre quis através das experiências buscar conhecimento para mais rápido me profissionalizar. Primeiro que produzir Teatro é uam coisa, produzir Música é outra e assim vai. E o pior era a arrogância dos pseudo produtores já com todos os vícios megalomâníacos. Pensei quando convidei a Empresa Jr. para fazer a parceria no projeto, que seria algo valioso para a formação deles. Mas que nada isso só quem achava era eu. Podem achar o que quiserem de mim, mas de uma coisa podem ter certeza: sempre tentei viabilizar meus projetos e sempre tentei acreditar nas propostas que a mim chegaram. Agora, se percebo que a coisa não é bem como se divulga, aí a coisa precisa ser reavaliada. Por isso que posso falar abertamente sobre todos estes assuntos. Nunca fiquei de braços cruzados apenas reclamando. Cris Barreto

Gil Vicente Tavares disse...

Marcus,

Fernanda Tourinho é a diretora do Teatro Jorge Amado.

Fernanda,

Gey Espinheira pode ter toda razão, mas precisamos reconhecer o fato de que mesmo manifestações que pensamos emanar do povo, muitas vezes são inventadas por certos setores da sociedade; basta ver o livro de Hobsbawm, "A invenção das tradições". Pensar uma sociedade civil, bem articulada e forte, exigindo políticas públicas para o teatro se torna uma piada de mau-gosto quando vemos a desunião, desilução e alienação inerentes às pessoas de teatro em Salvador. Se é assim com a classe, imagine a sociedade, em si. Se fizermos greve de teatro por um mês o único efeito será uma melhor renda para os teatros privados, que vão poder lucrar mais com eventos fechados em dias nobres.
Só acredito numa democracia onde o acesso ao conhecimento e ao estudo são totalmente democráticos. E onde o povo se faça presente com sua voz e cosnciência.
Infelizmente, não dá pra sonhar com uma classe teatral articulada e forte. Eu mesmo desisti de participar de encontros nesse sentido; e fui pra todas as iniciativas, de 2000 em cena, até MORDA, Câmaras Setoriais e Fórum permanente de teatro. E...?
Se não chegar alguém e meter a mão na massa, nada acontece, ficaremos debatendo e batendo a cabeça na parede...

bjs,

GVT.

Gil Vicente Tavares disse...

Mais duas coisinhas:

1 - Se Edgar Santos esperasse a sociedade, ele nunca fundaria as escolas de artes que atualizaram a Bahia (e o Brasil) em relação às vanguardas européias e foram responsáveis pelo surgimento de uma das mais geniais geração da história do Brasil.
Muito pelo contrário, houve passeatas contra a criação de tais escolas, a sociedade se organizou contra, e Edgar Santos - de quem me sinto órfão, como bem se declarou Tom Zé e tantos outros - cometeu a loucura de realizar um dos marcos da modernidade no país.

2 - Mesmo desiludido com a coletividade, fico entusiasmado em ver as pessoas se manifestando aqui no blog. Não deixa de ser um laivo de esperança. Costumo dizer que sou o pessimista mais otimista que existe...

Gil Vicente Tavares disse...

Errata: num dos meus comentários, onde se lê "desilução" leia-se desilusão.

Anônimo disse...

Pq vcs não estimulam outros espaços reais de discussão, onde se possa agregar um número maior de pessoas e por conseguinte um melhor qualificação dos discursos e propostas?
É muito complicado, discutir um assunto tão caro para nós, por meio de evazivas em blog.
Espero que todos tenham a clareza que formatar e propor políticas públicas não é uma prerrogativa apenas de "poderes" institucionais, pq se assim pensarmos, estaremos minimamente não considerando a história de lutas e rersitências desse país.
Então, vamos tentar agregar mais pessoas e falas e propostas em um espaço REAL de discussão, para que assim possamos colaborar para que o governo reflita sobre a politica que vem sendo instituída, avalie seus avanços e possa corrigir as possíveis lacunas que hajam.
Ficar no discurso pelo discurso, é algo contra producente, atirar pedras e não propor é algo que não controi.
Façamos esse exercício de pensarmos coletivamente ações para a cultura na Bahia, respeitando as diferenças, sejam elas ideologicas, politicas...Quando discutiremos esses pontos em uma plenária maior, mesmo sem a intervenção inicial do Estado? Como sensibilizaremos nossos pares? Como mediaremos as diferenças? O que realmente queremos? Quem sistematizará as propostas?
Estou farto de discussões, sem encaminhamentos concretos, para colaborar, somar e construir uma politica cultural diferente, que nos represente.
Se o que está ai não é o suficiente, esse é o momento de propormos, pq senão ficaremos com o gostinho amargo da palavra E SE na boca.


Pq, mesmo que tenham,os posições diferentes, Eu, vocês, Márcio, os artistas da Bahia, os estudantes, professores, a sociedade...queremos a mesma coisa: POLITICAS PÚBLICAS INCLUSIVAS E DEMOCRÁTICAS.

Aguardo sugestões.
Um abraço

BRUNO GUIMARÃES

Anônimo disse...

Gostei muito da alusão do Gil Vicente ao Reitor Edgar Santos, como ele os Martim Gonçalves os Diógenes Rebouças, as Lina Bo Bardi sofreram nas mãos da "socieade civil organizada". Mais essa ficção/fixação dos administradores públicos de hoje é mais uma tática para fazerem o que querem culpando os descontenbtes. Discussões já se teve, participamos de muitas reuniões e "eles" continuam se reunindo sempre e decidindo editais que não dão certo, e grupos de pessoas para semear dúvidas e descrédito nos blogs onde democratimente se diz o que se pensa. Estamos vivendo um período obscuro mesmo se sabemos que não é o objetivo deliberado do niguém. Mas as ambições pessoais, o revanchismo, o partidarismo, a ignorância e a arrogância de alguns administradores da cultura e dos seus auxiliares está prejudicando alguns setores produção cultural. Eles são determinados e não escutam críticas. O melhor é esperar e tentar se organizar: a velha receita dos velhos tempos.

Anônimo disse...

Gostei muito da alusão do Gil Vicente ao Reitor Edgar Santos, como ele os Martim Gonçalves os Diógenes Rebouças, as Lina Bo Bardi sofreram nas mãos da "socieade civil organizada". Mais essa ficção/fixação dos administradores públicos de hoje é mais uma tática para fazerem o que querem culpando os descontenbtes. Discussões já se teve, participamos de muitas reuniões e "eles" continuam se reunindo sempre e decidindo editais que não dão certo, e grupos de pessoas para semear dúvidas e descrédito nos blogs onde democratimente se diz o que se pensa. Estamos vivendo um período obscuro mesmo se sabemos que não é o objetivo deliberado do niguém. Mas as ambições pessoais, o revanchismo, o partidarismo, a ignorância e a arrogância de alguns administradores da cultura e dos seus auxiliares está prejudicando alguns setores produção cultural. Eles são determinados e não escutam críticas. O melhor é esperar e tentar se organizar: a velha receita dos velhos tempos.
Anônimo Sr.

Anônimo disse...

Bravo, Gil Vicente Tavares, bravo!
O seu blog está pegando fogo e isso é muito bom. Podemos observar, de um lado, aqueles que estão antenados com o teatro como profissão, aqueles que pensam na qualidade, os inteligentes, os que buscam uma Bahia mais artística e menos amadora, aqueles que têm o que dizer e que fazem acontecer a arte nessa terra com critério e esmero. Do outro lado observamos a burrice absoluta,o ranço petista, a cegueira mórbida, o marasmo das idéias, a falta de arte, do fazer artístico, o talento chinfrim, a qualidade duvidosa...enfim!Que bom que o seu blog está acordando todo mundo, mesmo aqueles que insistem em advogar o nada, o absurdo, a escuridão, a derrocada.

CARLOS BETÃO

Anônimo disse...

Gil e outros companheiros,
Quando fiz o comentário sobre sociedade civil e políticas públicas estava apenas dividindo com vcs um conhecimento que não tinha e que, em termos de reflexão, abriu muito meus horizontes. Não era uma crítica e sim um reforço.
Na verdade essa discussão com Gey era sobre políticas públicas para a área da criança e do adolescente que é outra em que transito. O que me pareceu interessante nesse novo paradigma, é a desconstrução da idéia de que devemos esperar dos governos que definam quais as políticas públicas que devem propor-nos (que era como eu pensava), mas pensar em quais as políticas públicas nós, sociedade civil, queremos e iremos exigir, colocar na ordem do dia, fazer crescer e ter força, para que os governos precisem nos dar respostas na execução das mesmas. E disse isso porque acho que a proposta política desse blog é um caminho com muitas potencialidades para chegarmos a isso.
Ah, não seja injusto com os teatros privados (rs), nada os impede de ganhar mais dinheiro com a venda de pautas fechadas... Se não o fazem em detrimento dos espetáculos é por opção. Quisera o Jorge Amado, o ISBA, o ACBEU, o Módulo, etc. ter recursos suficientes para manter os teatros e ainda poder subsidiar pautas para o excelente mas pouco (nada)patrocinado teatro baiano.
beijos
Fernanda

Gil Vicente Tavares disse...

Fernanda,

Não há nada de errado em suas colocações. Somente chamei a atenção para dois fatos; a classe teatral não se organiza de forma consistente e muitas vezes é contra a sociedade civil que alguns poucos iluminados projetam iniciativas criativas e consistentes.
E não fui injusto com o teatros privados, você sabe disso. Nunca reclamei de valor de pauta, pois sei os gastos que vocês têm pra manter uma estrutura dessas em pé. Só falei que numa greve de teatro vocês teriam as pautas do final de semana livres pra fechar com eventos de empresas, que dão muito mais dinheiro. E isso seria o único acontecimento significativo em torno dessa greve.
Um projeto de subvenção arrojado, que contemplasse grupos e teatros privados, talvez apontasse pra algo interessante. Arte é cara em todo mundo. E em quase todo mundo a arte é tida como veículo de formação, transformação e desenvolvimento. Não à toa sempre vemos atreladas a grandes governos da história grandes inicativas artísticas, marcantes e duradouras.
E chega de escrever, ufa...

bjs,

Anônimo disse...

Essa é a primeira vez que eu entro no blog e sinceramente aqui aprendo muito mais sobre politica cultural do que nas aulas da Facom. Talvez seja por isso que a Fundação Cultural esteja esse caos.
Abs
Nubia

Anônimo disse...

Marcio não destrua a classe de artistas profissionais da Bahia

Assinado

um ator profissional desempregado

Anônimo disse...

Cansei dessa política de bananas!!!!!!

Editais fracos, escritos de forma equivocada, subestimam, diariamente, quem se propõe a fazer e a ser a cultura nesse estado. Querido secretário por favor, contrate algum produtor cultural para escrever e para pensar seus editais. Alguém com uma atividade cerebral razoável saberia que não dá, por exemplo, montar um espetáculo de teatro, pagar dignamente os artistas e técnicos com suas míseras bananas.

Anônimo disse...

Sr. secretário,
Faça uma faxina na nossa cultura, comece logo exonerando aquela corja da Fundação Cultural!TODOS INCOMPETENTES!!!NÃO SABEM NADA!O DIRETOR DE TEATRO DA FUNCEB É UMA VERDADEIRA PIADA!Faça esta faxina o mais breve possível ou assistiremos a nossa hecatombe cultural!

Assinado
um ator à beira da loucura

Anônimo disse...

Parabéns ao blog. Aqui se faz uma reflexão séria sobre a nossa cultura.

abraços a todos

Carlos Vasconcelos Júnior

Anônimo disse...

O governo da wagareza impede o crescimento da nossa cultura!Rezo para que chegue logo o seu fim!

assinado

a cultura baiana

Anônimo disse...

A entrevista abaixo foi concedida a o Jornal A Tarde e está no encarte da revista MUITO. Acredito que talvez seja uma melhor forma de expressar nossas idéias seria comentar esta entrevista no próprio espaço que o jornal abre. Melhor do que em nossos e-mails ou blogs individuais. Somos uma classe...não esqueçam disso. Se não nos colcamos...não temos nenhum direito de reclamar. Precisamos aprender a questionar, a elogiar, a separar as coisas. Não podemos nos silenciar para tudo e todos. É só acessar e comentar:

http://www.atarde.com.br/muito/abreaspas/index.jsf

Cris Barreto

29/11/2008 às 13:00 | ATUALIZADA às 15:23
"Não sei onde está essa crise da cultura"

Tatiana Mendonça
Rejane Carneiro | Ag. A TARDE

Confira trechos da entrevista com a diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Gisele Nussbaumer.

Como surgiu o convite para a Funceb?
Você tem que perguntar isso pro Márcio Meirelles... Na verdade conheci Márcio quando já era professora da Facom e estava ministrando a disciplina Análise de públicos culturais. Resolvi que ela deveria ser produtiva tanto para os alunos quanto para o mercado cultural. A gente realizou um projeto de perfil de público de teatro. Trabalhei com Aninha no XVIII, com Márcio no Vila Velha e com o Sesi nesse primeiro ano. Conheci Márcio assim, desenvolvendo essa pesquisa. No Vila o trabalho foi mais longo por causa dos grupos residentes. Então foram mais de mil entrevistas com freqüentadores... Publiquei esses dados, mais de uma vez representantes do Vila foram para a universidade discutir com os alunos os resultados da pesquisa .

E quando Márcio Meirelles assumiu, como foi esse primeiro contato com você?
Márcio me ligou eu estava viajando e ele disse que viesse para trabalhar com ele (risos). Daí falei que não podia ir naquele momento, mas que já estava trabalhando com ele.. A gente conversou, ele me disse que queria que eu viesse para a Fundação, discutimos muito o fato de não ser uma pessoa do meio artístico – sou uma pessoa que trabalha mais com a academia e com alguma experiência em gestão e
produção. Márcio colocou que queria uma mudança, fortalecer as diretorias de linguagem. Ele precisava de alguém firme, acho que Márcio me achou firme, eu sou, minha fama é essa, pelo menos. Onde eu trabalho eu tenho fama de workaholic, eu sou, eu sou.. E faço as coisas acontecerem, quando eu me envolvo. E se as coisas não acontecem eu não fico. Tenho muita dificuldade de ficar num ambiente ou num projeto quando sinto que não tem condições de desenvolver, de crescer, de mudar.


A maior dificuldade qual é?
É realmente fazer esse ajuste entre o que se quer fazer na ponta, para que a cultura se desenvolva, e a máquina do Estado, que é uma máquina que há muito tempo não se investe nela. Os funcionários não recebem capacitação , os concursos não acontecem. A Fundação é uma instituição enorme, são mil funcionários. E nesse sentido acho que evoluímos muito. Estamos capacitando funcionários. Renovamos o quadro em áreas que precisavam de um apoio. Acho que nós fizemos um trabalho interessante de modernização da máquina, e também de alinhamento. Hoje o que eu percebo é um enorme esforço para que as coisas aconteçam. O resultado disso já aconteceu no primeiro ano. Nós lançamos 23 editais no primeiro ano. A idéia era rever a política de apoio, de fomento à cultura no Estado.

A Secult defende que os editoriais democratizam o acesso à verba cultural, mas essa democratização não é, em certa medida, elitizada? Os artistas que têm produtores ou conhecimento da linguagem dos projetos acabam se beneficiando.
Acho que você tem toda razão. Essa é uma das nossas principais dificuldades. Simplificar os editais e desenvolver mecanismos mais simplificados para a produção. O que eu leio é que a Secretaria age muito no interior, quando na verdade não é isso, é o que gostaríamos que acontecesse. Até agora, para você ter uma idéia, vinte e poucos por cento do investimento de editais foi pra projetos do interior. É muito pouco. E a gente sabe que isso é por causa da não-profissionalização e da não-capacitação, tanto de grupos do interior quanto de grupos de bairros periféricos de Salvador. Nesse sentido é que a gente vem trabalhando. São dois esforços paralelos: buscar a simplificação dos mecanismos e capacitar os grupos para a participação. Não só a participação nos editais daqui, mas também dos nacionais, para entrar nesse circuito. É preciso que a gente inclua a todos nesse processo.

Vocês pensam em ter uma equipe de apoio na elaboração de projetos, para dar suporte aos artistas que queriam participar dos editais?
O Workshop de Elaboração de Projetos Culturais está acontecendo de uma maneira muito bacana. Já fizemos 80 workshops em 64 municípios. Foram 2.600 participantes, aproximadamente, e a gente percebe uma mudança. São duas iniciativas da Funceb que têm resultados positivos: os workshops, porque estão chegando no interior e o calendário de apoio. O calendário é uma tentativa de sistematizar o apoio e melhor distribuir os recursos. Porque o que é que você tinha antes: uma proposta de um espetáculo, de um evento, você vinha, recebia o apoio, e semana que vem tinha um projeto pedindo um apoio semelhante. E daí a Fundação não tinha mais recursos. É injusto e sem critérios. O que a gente fez foi estabelecer critérios e um calendário. Foi o primeiro ano que funcionou, e acho que muito bem. É bastante flexível, diferente dos editais e do Fundo. Bem mais simples que os dois, e tem um pouco um caráter formativo. Se um grupo envia todos os documentos, mas não manda o RG dos participantes, a gente pega o telefone e liga, ou manda um e-mail, vai atrás e explica. De alguma maneira é um mecanismo que prepara para que esses grupos possam concorrer a outros incentivos maiores.


O superintendente de Promoção Cultural da Secult, Paulo Henrique Almeida, disse que os produtores não devem se pendurar no governo do Estado. Até que ponto o governo deve ser o mecenas?
O governo deve sim apoiar, porque a gente sabe que nem todos os grupos têm condições de bancar sua produção e trabalhar dignamente, contar com bons profissionais, bons técnicos. O Estado precisa ainda ter essa parcela grande de participação. Agora concordo plenamente com o Paulo Henrique quando ele diz que os grupos não devem depender apenas do governo estadual. Nós temos os editais nacionais, então é preciso estar conectado, com o financiamento internacional, até, e buscar os recursos junto à iniciativa privada. E daí a capacitação de você ter habilidade e saber buscar esses recursos. Acho que é importantíssimo.

Anônimo disse...

A mensagem anterior desencadeou uma torrente de mensagens no jornal A Tarde, edição de domingo; não deixem de participar. Vamos mostrar à sociedade civil o que nós os artistas pensamos sobre politicas publicas e culturais. Mesmo se não se trate de ter ou não razão, é necessário que nos ouçam e lemevem em consideração o que temos a dizer. Ou será que toda produção artística voi ter de ter um aluno da FACOM na ficha técnica para ser selecionado em editais? Leiam e participem.
Anônimo Sr.

Anônimo disse...

esse Sr. Castro é um lobo em pele de cordeiro....isso sim. está destruindo tudo q estava, de uma certa forma, estruturado na música clássica neste estado....so precisava de um gestor sério. criou esse neojibá e afundou o profissionalismo musical. a falta de críticos sérios e mídia séria, na Bahia, da margem ao crescimento desses déspotas. usa um apelo social para chegar aos seus objetivos inescrupulosos.